Nem todo aumento é ilegal — mas muitos são abusivos
Existem três aumentos comuns:
- Reajuste anual (recomposição de custos)
- Reajuste por faixa etária (quando o beneficiário muda de faixa)
- Reajuste por sinistralidade (mais comum em planos coletivos)
O problema é quando o aumento:
- é desproporcional,
- não é transparente,
- não tem base técnica demonstrável,
- viola regras regulatórias.
Reajuste por faixa etária: o que a ANS exige (e onde costuma haver abuso)
A ANS estabelece limites para variação por faixa etária, inclusive a regra de que a última faixa (59+) não pode superar múltiplos da primeira e critérios de variação acumulada.
Além disso, há regulação atualizada sobre limites e parâmetros.
O que o STJ já definiu (e por que isso importa para o paciente)
O STJ, em precedente repetitivo, fixou critérios para validade do reajuste por faixa etária (com nuances, inclusive para planos coletivos), exigindo previsão contratual, observância das normas regulatórias e justificativa atuarial idônea, sem percentuais aleatórios.
Tradução para o paciente:
Se o aumento veio “do nada”, sem clareza, sem memória de cálculo, ou com percentuais agressivos, vale revisão.
Plano individual x coletivo: onde o abuso aparece mais
- Plano individual/familiar: costuma ter regras mais rígidas e controle maior do índice anual.
- Plano coletivo (empresarial/adesão): é onde mais aparecem aumentos altos por “sinistralidade”, muitas vezes com pouca transparência para o consumidor.
Como contestar com método (sem achismo)
Passo a passo prático:
- Separe 5 a 12 boletos (antes/depois do aumento).
- Peça ao plano, por escrito:
- justificativa do reajuste,
- índice aplicado,
- base atuarial/memória (principalmente em coletivos),
- cláusula contratual usada.
- Compare:
- aumento real em %,
- frequência dos reajustes,
- se houve mudança de faixa etária,
- se houve reajuste anual + faixa no mesmo período.
Quando costuma caber revisão e devolução
Em geral, quando se verifica:
- percentuais desarrazoados,
- falta de transparência,
- aplicação cumulativa confusa (sem explicação),
- violação a limites regulatórios,
- ausência de demonstração técnica.
Se você recebeu negativa e precisa entender qual caminho é mais seguro para o seu caso, procure orientação jurídica. Cada situação exige análise de documentos e do relatório médico. Entre em contato com o Caldonazo Advocacia. Atuamos na defesa do paciente com estratégia, prova e foco em resultado.
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- Perguntas frequentes realizadas por pacientes
Meu plano aumentou 30%, 40% ou mais: isso é legal?
Depende do tipo de plano e do motivo do reajuste. Percentuais altos exigem justificativa clara e base técnica.
A mudança para 59+ pode aumentar?
Pode existir reajuste por faixa etária, mas deve respeitar regras da ANS e critérios de razoabilidade.
Plano coletivo pode aumentar por sinistralidade sem explicar?
A falta de transparência é um ponto relevante para discutir abusividade e exigir demonstração técnica.
O problema antes era seu. Agora é nosso!



