Cláusula de não concorrência na venda da empresa e na saída do sócio: limites de tempo, território e atividade

Cláusula de não concorrência: o que a torna válida na venda da empresa e na saída do sócio (art. 1.147 do CC, REsp 1.203.109/MG e REsp 2.185.015/SC)

A cláusula de não concorrência protege a clientela comprada, mas só vale com limite de tempo, território e atividade. O que o art. 1.147 do Código Civil garante mesmo sem cláusula e o que o STJ decidiu sobre a restrição sem prazo.

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Reajuste sem memoria de calculo? Plano de saude empresarial: o que a empresa pode exigir da operadora. Caldonazo Advocacia, Campinas

Reajuste do plano de saúde empresarial: o que a empresa pode exigir da operadora (RN 565/2022, RN 389/2015, Tema 1.016 do STJ)

Contrato coletivo empresarial não segue o teto que a ANS fixa para os planos individuais, mas isso não significa reajuste sem prestação de contas. A RN 389/2015 obriga a operadora a entregar extrato pormenorizado com memória de cálculo trinta dias antes de aplicar o aumento, e contratos com menos de trinta vidas seguem o agrupamento obrigatório do artigo 37 da RN 565/2022, com percentual único e público. Este texto reúne o que a empresa pode exigir, o que costuma derrubar um percentual na negociação e onde a discussão deixa de ser comercial.

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Proteção patrimonial: o patrimônio do sócio responde por dívida da empresa, advogado em Campinas, Direito Civil

Sócio responde por dívida da empresa? O que atinge o patrimônio pessoal

A regra é a separação entre o patrimônio da empresa e o do sócio, garantida pelo artigo 49-A do Código Civil. O patrimônio pessoal só é atingido por quatro caminhos: desconsideração da personalidade jurídica com abuso comprovado, redirecionamento da execução fiscal, responsabilidade trabalhista e garantias pessoais assinadas. As três primeiras exigem prova do credor. A quarta, aval e fiança, dispensa qualquer prova e é a que mais cobra caro na prática.

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Morte de sócio na sociedade limitada, apuração de haveres e acordo de sócios na sucessão de empresa familiar, advogado em Campinas, Direito Contratual

Morte de sócio na sociedade limitada: os herdeiros entram na empresa?

Com a morte de um sócio, a regra do artigo 1.028 do Código Civil é a liquidação da quota, não a entrada dos herdeiros na sociedade. O herdeiro vira credor dos haveres, e é aí que o problema societário vira problema de caixa: a data de resolução é a do óbito, o critério supletivo do artigo 606 do CPC avalia até os intangíveis a preço de saída e o pagamento vence em noventa dias. Tudo isso é supletivo e pode ser redesenhado antes, no contrato social e no acordo de sócios.

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Assinatura de documento representando a doação de quotas com reserva de usufruto na sucessão de empresa familiar

Doação de quotas com reserva de usufruto: como passar a empresa aos filhos sem perder o comando

A doação de quotas com reserva de usufruto é o instrumento por trás da maior parte das holdings familiares e patrimoniais: o empresário transfere a nua-propriedade das quotas aos filhos e retém os frutos. O que decide o resultado não é a constituição da holding, e sim as cláusulas do ato de doação e do contrato social. Os direitos políticos não seguem o usufruto automaticamente, a doação de pai para filho é adiantamento de legítima e a dispensa de colação só vale se estiver no título da liberalidade. A estrutura também não alcança dívida anterior nem substitui a disciplina patrimonial do dia a dia.

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Mercado livre de energia para empresas, contrato de compra de energia e migração do ambiente regulado para o livre, advogado em Campinas, Direito Contratual

Mercado livre de energia para empresas: o que checar no contrato antes de migrar

O Decreto 13.097/2026 deu data à abertura do mercado livre de energia: 25 de novembro de 2027 para consumidores industriais e comerciais de baixa tensão e 25 de novembro de 2028 para os demais. A alta tensão já pode migrar desde 2024. Antes de assinar, a empresa precisa olhar o aviso de 90 dias, a perda dos benefícios tarifários do ambiente regulado, o prazo de um ano para voltar e o alcance real do suprimento de última instância, além das cláusulas de volume, reajuste e multa de rescisão.

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Reforma tributária e contratos de longo prazo, reequilíbrio econômico-financeiro na LC 214/2025, advogado em Campinas, Direito Contratual

Reforma tributária e contratos de longo prazo: quando a empresa pode pedir reequilíbrio

Contratos plurianuais foram precificados sobre uma carga tributária que está sendo extinta. A Lei Complementar 214/2025 garante o reequilíbrio dos contratos com a administração pública, inclusive quando a matriz de risco atribuía o risco tributário à contratada, mas exige o pedido antes da prorrogação e prova da carga efetiva. Para os contratos privados, o artigo 373, parágrafo 2º, afasta essa regra e devolve a discussão ao Código Civil, onde a revisão é excepcional. Veja o que fazer antes de 2027.

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Seguradora negou o sinistro da empresa, prazos da Lei 15.040/2024, advogado em Campinas, Direito Contratual

Seguradora negou o sinistro da empresa: prazos e deveres na Lei 15.040/2024

Desde dezembro de 2025 a Lei 15.040/2024 disciplina a regulação de sinistros: a seguradora tem 30 dias para se manifestar sobre a cobertura, sob pena de decair do direito de recusar, e mais 30 para pagar. A recusa precisa ser expressa e motivada, o fundamento não pode ser trocado depois e a mora gera multa de 2%. Veja os três motivos de negativa mais comuns, o que a lei exige em cada um e o prazo de 1 ano contado da recusa.

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Contrato empresarial aberto na cláusula de arbitragem com caneta sobre as linhas de assinatura, ilustrando a anulação de sentença arbitral por violação do dever de revelação, advogado em Campinas

Anulação de sentença arbitral: o dever de revelação do árbitro segundo o STJ

A Terceira Turma do STJ manteve a anulação de uma sentença arbitral porque o árbitro não revelou relações profissionais com os advogados de uma das partes (REsp 2.215.990/SP). Revelação tardia não sana o vício e a publicidade da informação não afasta o dever. Veja o que checar antes de aceitar um árbitro, quando arguir e o prazo de 90 dias do artigo 33 da Lei de Arbitragem.

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